ritornelo





<< December 2009 >>
Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat
 01 02 03 04 05
06 07 08 09 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31


If you want to be updated on this weblog Enter your email here:



rss feed



Wednesday, June 22, 2005
teste


Posted at 08:20 am by André
Comment (1)  

Friday, December 24, 2004
História de Natal

Nesta época de tantos filmes de Natal na tevê, uma história de natal. Feliz Natal!

Posted at 11:29 am by tomaztadeu
Comente  

Tuesday, December 14, 2004
Para a menina que brincou com fogo

DANÇARINA ESPANHOLA


Como um fósforo a arder antes que cresça
a flama, distendendo em raios brancos
suas línguas de luz, assim começa
e se alastra ao redor, ágil e ardente,
a dança em arco aos trêmulos arrancos.
E logo ela é só flama, inteiramente.
Com um olhar põe fogo nos cabelos
e com a arte sutil dos tornozelos
incendeia também os seus vestidos
de onde, serpentes doidas, a rompê-los
saltam os braços nus com estalidos.
Então, como se fosse um feixe aceso,
colhe o fogo num gesto de desprezo,
atira-o bruscamente no tablado
e o contempla. Ei-lo ao rés do chão, irado,
a sustentar ainda a chama viva.
Mas ela, do alto, num leve sorriso
de saudação, erguendo a fronte altiva,
pisa-o com seu pequeno pé preciso.

Rainer Maria Rilke
Trad. Augusto de Campos


Posted at 05:52 pm by tomaztadeu
Comente  

Saturday, December 11, 2004
Nossa maquinaria

Luciano Bedin, do Seminário da Sandra, mandou dizer:

muito lindo nosso fechamento de ano... muita energia, intensidade, paixão...
produções e mais produções...
amei ter vivido tudo aquilo...
o antes, durante e o depois...
sempre o casal nobre...
façamos desta vivência nossa maquinaria!

Posted at 03:20 pm by tomaztadeu
Comente  

Fogos malabares

O Sérgio, o Lulkin, mandou dizer:

Naquele fim de tarde charmoso, com direito à música e fogos malabares, nas mãos de uma bela e hábil jovem, parecia que um conto de kafka se configurava. Não era bem assim, mas me lembrei de um que ele fala numa artista de circo, que faz acrobacias com um cavalo... foi um átimo de lembrança...
e da beleza que foi, do acontecido...

Posted at 02:55 pm by tomaztadeu
Comente  

Friday, December 10, 2004
Artistagens: Álbum de fotos

Olha nós aqui, naquele lindo fim de tarde. Clique em "thumbnails". As fotos, exceto uma (que foi feita pelo Fernando), foram feitas pela Paola.

Posted at 07:04 pm by tomaztadeu
Comment (1)  

Sunday, December 05, 2004
Mais algumas informações sobre o John Cage...

O que faz Cage ao "preparar" o piano é retirá-lo do sistema temperado e transformá-lo numa orquestra desenquadrada dos parâmetros melódicos-harmônicos tradicionais e reenquadrada nos parâmetros timbrísticos. Ou seja, Cage transforma o piano numa orquestra de percussão para um único instrumento e um único executante ao introduzir parafusos, roscas, borrachas, etc. entre suas cordas. A melodia de timbres, antecipada por Schoenberg, bem realizada por Webern e radicalizada por Varèse, encontra em Cage e seu "piano bem preparado" um meio excelente de diferenciação e propagação, da mesma maneira que o sistema temperado encontrou no "cravo bem temperado" de J.S. Bach seu meio ideal de expressão. O "cravo bem temperado" compõe-se de 48 prelúdios e fugas, um prelúdio e uma fuga para cada uma das tonalidades, tanto maiores quanto menores. Se o sistema temperado é uma sintaxe dominante na música erudita em geral, Cage se tornou um devoto da linguagem não-sintática: "a sintaxe é a organização do exército", dizia. Cage compôs sonatas e interlúdios assim como um concerto para o "piano bem preparado". Augusto de Campos escreve sobre Cage em "Música de Invenção": Quando Schoenberg recriminou o seu descaso pela harmonia, dizendo-lhe que para um músico isso significava defrontar-se com um muro intransponível, o jovem Cage lhe respondeu: "Nesse caso eu devotarei a minha vida a bater a cabeça nesse muro". E qual é o futuro da música segundo John Cage? Para Cage, a música é inconcebível à parte da vida. Questões estritamente musicais não lhe parecem questões sérias. Quando ele começou a "devotar sua vida à música", havia ainda muitas batalhas para serem travadas nesse campo. Mas essas batalhas já estão, a seu ver, ganhas. Já não discriminamos entre sons e ruídos. Podemos ouvir qualquer altura de som, quer seja ou não parte de uma escala temperada, ocidental ou oriental. Sons antigamente considerados desafinados são agora chamados de microtons. Nossa experiência com o tempo também mudou: somos capazes de perceber eventos breves que anteriormente teriam nos escapado e apreciamos outros muito longos, que há vinte anos seriam intoleráveis. Nem nos preocupamos mais em saber como um som começa, continua ou acaba (...) todas as harmonias são possíveis, ou nenhuma. Contra a música pré-determinada européia, Cage propôs a música indeterminada, a partir de operações ao acaso derivadas do I Ching. Fatores tão aleatórios quanto o lançamento de dados ou moedas e as imperfeições do papel manuscrito passaram a interferir em suas composições. Com as operações ao acaso Cage pretendeu disciplinar o ego, para que o artista, ao invés de impor autoritariamente o seu próprio "eu", aceite a contribuição do que está fora dele e até daquilo de que ele não gosta, e, assim, libertado das preferências pessoais, possa se abrir a novas experiências. Músico anarquista e construtivista, Cage foi um dos maiores poetas americanos. Éh isso... Ah! Já ia me esquecendo! Cage passou a escrever para instrumentos de percussão - entre eles para o "piano bem preparado" - ao ouvir Ionisation de Edgard Varèse, em 1931.

Posted at 07:36 pm by André
Comente  

Sobre "glass harmonica"

Sobre "glass harmonica", mencionada na p. 167 do platô do Ritorneto, leia aqui (em inglês).


Posted at 07:05 pm by tomaztadeu
Comente  

"Piano preparado", do Cage

Explicação do André sobre o "piano preparado de Cage" (MP, v. 4, p. 161):

“Piano bem preparado” faz uma alusão (cômica, o Cage era muito bem humorado) ao “Cravo bem Temperado” de Bach. O sistema temperado é aquele sistema de alturas definidas, timbres definidos, bem reconhecíveis. Mas Cage prepara um piano, adicionando objetos variados sobre suas cordas, pregos, pesos, borrachas etc. transformando-o num instrumento de percussão. Então, compõe uma obra para ser tocada com esse novo instrumento, “o piano bem preparado”. Como o piano perde suas alturas definidas, sendo que as notas se desconfiguram enquanto notas afinadas e perde seu timbre característico, torna-se um instrumento desafinado e com inúmeros timbres e, já que cada uma de suas cordas apresenta um timbre diferente, afinada numa altura irreconhecível pelo sistema temperado ele deixa de ser “temperado” e passa a ser “preparado”. O piano preparado é o piano subtraído do sistema temperado.


Posted at 07:02 pm by tomaztadeu
Comente  

Artistagens Al Fresco

Aproveito a mensagem que a Sandra enviou para os alunos do Seminário dela, estimulando a participação no Artistagens Al Fresco:

Nômades queridos... 
Desejo,
ardentemente,
que cada um esteja artistando,
sozinho ou com outros, 
para 08 de dezembro, 
Artistagens al fresco...
Além de rezar
para São Pedro não mandar chuva.
Convidem amigos, afectos,
bem-quereres, namorantes...
Vale convidar os ex-do-seminário,
os que chegaram, 
ficaram um semestre ou um pouco,
mas se foram para outros planos...
Vale convidar avós, tios, pai, mãe, filhos, 
isto é, o Édipo todo,  
desde que reduzido à sua verdadeira condição...
Vale cachorros, papagaios,
periquitos, sabiás,
samambaias ou bromélias de estimação.
Vale até convidar os desafetos
(cada um tem a sua "lista", não é mesmo?, 
desde que estejam em trégua momentânea,
e que prometam 
("o homem é um animal que promete")
não nos passar forças reativas e paixões tristes.
Ou seja,
vale convidar todos aqueles
que  procurem o estilo
e não/nunca/de jeito nenhum, 
convidar os que já o encontraram,
pois, para o Artistagens...
"O estilo encontrado é uma ofensa para o amigo do estilo procurado"
(Nietzsche, O viandante e a sua sombra, §120, p.94). 
Combinados?
Carinhos então 
Sandra C.

Posted at 07:01 pm by tomaztadeu
Comente  

Next Page